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Especial: Bancos digitais superam 20 mi de clientes e querem concorrer com grandes instituições

18.10.2019 17:33 - Agência Estado

Por Eduardo Rodrigues e Fabrício de Castro


Brasília, 18/10/2019 - Os executivos dos bancos tradicionais têm mesmo razão para perder o sono com a evolução das plataformas digitais no mercado. Os bancos sem agências físicas, que começaram a aparecer no mercado brasileiro nos últimos cinco anos e juntos já superaram a marca de 20 milhões de clientes, não escondem a ambição de concorrer de igual para igual com as grandes instituições que dominaram o setor bancário nas últimas décadas.


O grupo é liderado pelo Nubank, pioneiro há seis anos na oferta rápida e descomplicada de cartões de crédito e que acaba de anunciar a chegada a 15 milhões de clientes - sendo 12 milhões correntistas.


"Nosso objetivo é concorrer com os grandes bancos tradicionais nos próximos anos. Há muito espaço no mercado atual e queremos redefinir a classe de produtos que o setor oferece. O Brasil tem de 100 a 120 milhões de pessoas economicamente ativas e todo brasileiro com um smartphone está a dois minutos de ter uma conta bancária", afirma o vice-presidente de Consumo do Nubank, Vitor Olivier.


O executivo revela que o banco está acompanhando o processo de simplificação do mercado de câmbio, proposto pelo Banco Central, para também apresentar soluções inovadoras no mercado de dólares. "Buscamos sempre entregar produtos para simplificar a vida do usuário, por meio de tecnologias modernas. Se for algo que os clientes demandam, se sentirmos que há essa dor dos usuários, vamos agir", reforça Olivier.


Outros bancos já bem posicionados nesse mercado são o Banco Inter - que já ultrapassou a marca de 3,3 milhões de correntistas - e o Original, que já mira 2,5 milhões de clientes ao fim deste ano. O diretor de Conta Digital e Meios de Pagamento do Banco Inter, Ray Chalub, projeta um crescimento exponencial do mercado nos próximos anos.


"Começamos a operar em 2016 e temos crescido mais que o planejado. Tivemos um salto de 1 milhão de usuários para 3 milhões em apenas 11 meses", destaca. "Nos próximos dois ou três anos pretendemos bater de frente com os grandes bancos. Queremos nos posicionar com dezenas de milhões de clientes", projeta.


O executivo do Inter lembra que as ações do Banco Central no sentido fomentar o uso de tecnologia no setor financeiro tem proporcionado um ambiente favorável ao surgimento de cada vez mais instituições digitais nesse mercado, mas ele acredita que deve haver uma natural consolidação do setor mais à frente, com a sobrevivência apenas de bancos equilibrados. "Nossa estratégia também preza o resultado financeiro. Esse crescimento da base de clientes não ocorre a qualquer custo, tem sido totalmente sustentável", completa Chalub.


Na esteira do sucesso desses bancos, novas plataformas continuam chegando ao mercado, como a Neon e o Banco C6. "O fenômeno dos bancos digitais não é brasileiro apenas, ele ocorre em vários países do mundo, onde o setor financeiro também é bastante concentrado. Os bancos brasileiros estiveram durante muito tempo protegidos por um ambiente de taxas de juros elevadas e um arcabouço protecionista que levou a um cenário de pouca competição", avalia o diretor financeiro da Neon, Jean Sigrist.


Ele conta que a Neon chegou a 1,6 milhão de clientes ativos em setembro, sendo que 450 mil deles se registraram no mês passado. "Somente na última quinta-feira (17), foram abertas 70 mil novas contas. O uso dos smartphones foi disruptivo nos mercados de alimentação, transportes, turismo e está sendo também no setor bancário. O dinheiro é esperto e vai aonde há rentabilidade. Existem muitos recursos no mercado disponíveis para iniciativas inovadoras", acrescenta Sigrist.


Já o C6 entrou em operação há apenas dois meses e meio, já com 200 mil clientes que testaram a plataforma desde maio deste ano. O executivo responsável pela área de produtos e pessoa física do C6 Bank, Maxnaun Gutierrez, diz que o banco mira não apenas os chamados "millennials" - geração que não conheceu o mundo antes da internet em tempo integral -, mas também empresas e famílias de alta renda.


"Queremos ser um banco comercial completo, com uma relação transparente de custo-benefício. Como não carregamos um sistema de pesado e antigo, conseguimos melhores tecnologias para o consumidor", afirma.


Com tantos concorrentes entrando no setor, Gutierrez reforça a necessidade de mostrar aos clientes a robustez e segurança de um banco que, apesar de novo, segue todas as normas e regulações do BC. "O consumidor vai ter que pesquisar neste mercado. Temos mais de mil funcionários e contamos com um background executivo que mostra que temos uma estratégia e sustentabilidade de longo prazo, não somos aventureiros", completa.


Contato: eduardor.ferreira@estadao.com


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