Cientista brasileiro propõe uso de blockchain para exploração sustentável da Amazônia





O cientista e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados de São Paulo (IEA/USP), Carlos Nobre, deu entrevista à Época defendendo o uso da inovação tecnológica, incluindo a tecnologia blockchain, para o melhor aproveitamento do potencial econômico da Floresta Amazônica, evitando os impactos do desmatamento e outras atividades potencialmente danosas.


Segundo Nobre, "o Brasil está indo na contramão da história", referindo-se à postura do governo federal a favor do garimpo e da ação de madeireiros na Amazônia, postura que já levou a números como o aumento de mais de 250% dos índices de desmatamento com relação a um ano atrás. O governo Jair Bolsonaro contesta os dados oficiais do Inpe.


Segundo Nobre, os números do Inpe são reflexo do modelo econômico de exploração aplicado à região, apoiado em atividades como a pecuária e a agricultura. Ele diz:

"Com as novas tecnologias, temos, pela primeira vez, a possibilidade de criar uma bioeconomia a partir da biodiversidade da floresta".

O projeto do pesquisador da USP, batizado de Amazônia 4.0, busca usar tecnologias como Inteligência Artificial, Nanotecnologia, Blockchain e Internet das Coisas (IoT) para criar, ainda em 2019, quatro laboratórios móveis de produção e capacitação da comunicade local.


A matéria diz que o objetivo é "criar um centro tecnológico de empreendedorismo sustentável". O cientista completa: "Queremos criar uma economia local com base nas novas tecnologias".


O texto ainda diz que laboratórios, cientistas, engenheiros e especialistas em novas tecnologias vão capacitar de 30 a 100 moradores locais para aplicar modelos econômicos sustentáveis para a exploração dos recursos da região. A meta é realizar seis cursos de capacitação por ano:

"O potencial da Amazônia é imenso. [...] Com tecnologia, temos o potencial de explorar os recursos naturais de maneira sustentável, sem precisar de grandes áreas de exploração. E ainda podemos aumentar a produtividade".

Além dos cursos, a tecnologia blockchain também será usada para mapear genomas das espécies locais e desenvolver novos produtos, criando um banco de dados digital chamado Amazônia BioBank. O projeto Amazônia 4.0 foi financiado por organizações filantrópicas e agora busca novos investimentos para dar sequência à iniciativa





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