EUA vs. China: ex-CFTC reforça a necessidade de emitir um “dólar digital”




O desenvolvimento de uma versão digital do dólar americano deve envolver diversas facetas e a melhor forma de começar seria por meio de uma série de programas-piloto que analisam aplicações específicas.


É isso o que  J. Christopher Giancarlo, ex-presidente da  Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) disse ao subcomitê bancário do Senado americano sobre política econômica em uma audiência nesta quarta-feira (22).


Giancarlo, que surgiu como um dos principais defensores de um “dólar digital” desde que seu mandato na CFTC acabou em abril de 2019, deu seu testemunho em uma audiência, cujo foco era a competição econômica entre EUA e China.


Espera-se que a China seja a primeira grande economia a emitir uma moeda digital soberana ainda este ano, uma previsão que alguns especialistas de segurança nacional sugerem poder apresentar uma ameaça à dominância do dólar americano sobre o sistema financeiro global.


Porém, a pergunta de se os EUA precisam seguir a moda não é geopolítica, segundo Giancarlo.


Assim como antes, ele enfatizou que reguladores devem considerar o dólar como uma tecnologia. “Como melhoramos sua capacidade tecnológica no mundo?”, perguntou ele.

“É isso o que a China está tentando hoje em dia com sua própria moeda, para torná-la tecnologicamente superior ao torná-la digital, tokenizável, fracionável e programável.”

EUA precisam começar a experimentar também, disse ele.


Senadores dos EUA discutem como seria um dólar digital na prática


No início deste mês, durante uma audiência com o comitê bancário completo, ele propôs que o Departamento do Tesouro começasse a realizar programas-piloto. Na época, quando pressionado pelo presidente do subcomitê de políticas econômicas Tom Cotton, ele foi ainda mais específico.

Primeiro, ele disse, para “comprovar o futuro” do dólar, os EUA devem utilizar uma possível atualização tecnológica “da mesma forma que exploramos o espaço, com uma série de programas-piloto intencionais, em que cada um foi criado a partir do outro”.

Giancarlo disse que os pilotos devem focar em questões como privacidade, inclusão financeira, áreas que “não são atendidas pelos bancos”, pagamentos em geral e pagamentos internacionais. “Existem muitos elementos desses”, afirmou ele.


Ele continuou: “nós poderíamos realizar programas discretos em, digamos, uma área regional do Fed que é focada em questões rurais. Poderíamos realizar outro em outra área com foco em questões periféricas. Poderíamos realizar outro em pagamentos globais”.

“Existe muito a analisarmos”, disse Giancarlo. “Poderíamos reunir informações sobre isso e criarmos algo que poderia ser resistente e duradouro.”

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